Primeiras Impressões: Colony
Criada por Carlton Cuse (Lost, Bates Motel) e Ryan Condal (Hercules), a série traz o ator Josh Holloway (Lost, Intelligence) de volta à TV.
A história é situada no futuro próximo, período em que a cidade de Los Angeles está sob ocupação e cercada por um grande muro. Algumas pessoas colaboram com a nova ordem, outros se rebelam e sofrem as consequências. Em meio a tudo isso, uma família tenta se manter unida enquanto a raça humana luta para sobreviver. A família é formada por Will Bowman (Holloway), um ex-agente do FBI que se vê forçado a colaborar com o governo. Sua missão é a de acabar com o movimento de resistência. Will é casado com Katie (Sarah Wayne Callies, de The Walking Dead), com quem tem um filho, Bram (Alex Neustaedter), um garoto que se vê obrigado a deixar rapidamente a infância para se tornar adulto.
No elenco também estão Amanda Righetti (The Mentalist), como Madeline, irmã mais nova de Katie e mãe de uma criança diabética; Peter Jacobson (House) como Alan Snyder, governador de Los Angeles que está sendo pressionado pelos alienígenas para acabar com os grupos de resistência; Gonzalo Menendez (visto em Breaking Bad e The Event) como o Captain Lagarza, oficial que está no comando do grupo de agentes especiais do qual Will faz parte; e Tory Kittles (True Detective, Intruders) como Broussard, um homem que esconde seu passado e vive uma vida dupla. Entre os atores convidados, a série contará com as presenças de Kathy Baker (Picket Fences, Those Who Kill, Big Time in Hollywood, FL), Carl Weathers (Brothers), Kathleen Rose Perkins (Episodes) e Paul Guilfoyle (CSI).
Josh Holloway para mim é um ator completo, ele vai do drama à comédia sem fazer muito esforço, assim como interpreta muito bem um pai de família e um galã cafajeste (como em Lost) e ele demonstra isso muito bem no piloto de Colony. Pena que depois de Lost, o ator não vem tendo muita sorte na TV, espero que ele tenha mais sorte nessa série. É um ator que merece destaque.
A série inicia-se já mostrando uma sociedade pós-guerra, colonizada, alienígenas dominaram a terra e os humanos já foram subjugados. Como é de se esperar, algumas pessoas aceitam, se submetem facilmente e tentam continuar suas vidas de maneira a conviver mais pacificamente com essa nova realidade, e com isso preservarem suas vidas e de suas famílias. Mas alguns não aceitam e criam uma certa resistência, e o custo disso tudo é a própria vida.
O interessante da série é que os humanos já perderam a guerra, essa parte da colonização pelo menos não chega a ser mostrado no início. Achei essa idéia bastante inovadora e diferente das séries de ocupação alienígena que vemos na TV, como por exemplo Falling Skies.
O cenário da história é uma Los Angeles completamente cercada por um muro, onde a economia funciona na base do acordo e da troca (e claro, nem sempre isso é feito de forma justa e algumas pessoas se utilizam disso para se darem bem). Onde todos são vigiado por câmeras e drones, com toque de recolher e ninguém pode se locomover sem devida autorização. O exército é encarregado por fazer valer essas regras completamente ditadoras e arbitrárias, onde qualquer insurgência ou atitude suspeita terá suas conseguências. E as pessoas são obrigadas a aceitar sem ter direito a um questionamento.
Mesmo apesar disso tudo, ficou bastante claro, que a maior luta das pessoas é continuar levando uma vida normal: trabalhar, ir para a escola, fazer amigos, ter uma família...
O episódio piloto é excelente, eu gostei bastante da temática, os atores estão muito bem no papel e nos trazem personagens interessantes, que aparentemente parecem ser pessoas comuns mas que vão crescendo no decorrer do episódio e algumas guardam, inclusive segredos e grandes mistérios. O roteiro é satisfatório e pelo fato da série possuir somente 10 episódios na primeira temporada, não abre margem para muita enrolação ou para tramas com um ritmo lento demais, o que vem aconteceno com muitas séries atualmente. Recomendadíssimo!





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